Projeto da Associação Brasileira de Materiais Compósitos conta com a participação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
A fabricante de adesivos estruturais Lord, empresa do grupo norte-americano Lord Corporation e participante da Expobor, é a mais nova integrante do programa de reciclagem de compósitos criado pela Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco). Intitulado Programa Nacional Abmaco de Reciclagem de Compósitos, o projeto começou em fevereiro e conta com a participação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) – foi contratado pela associação para, em parceria com os seus técnicos, encontrar alternativas que viabilizem o uso dos rejeitos de compósitos na fabricação de novas peças. “Decidimos ingressar no programa porque a Lord sempre atuou alinhada à questão da sustentabilidade. Tanto é que foi uma das empresas pioneiras no Brasil a fabricar adesivos isentos de metais pesados e coatings para borracha à base água”, comenta Sandro Leonhardt, gerente de Mercado. Os adesivos da Lord são empregados na colagem de artefatos de compósitos presentes em embarcações, aeronaves e, principalmente, veículos leves e pesados – unem pára-choques, capôs e tetos, por exemplo. “Com a crescente preocupação das montadoras sobre o final da vida útil dos veículos e, em decorrência da destinação dos seus componentes, o programa da Abmaco será extremamente importante para apontar os melhores caminhos que a cadeia produtiva dos compósitos deve seguir”, avalia. O Programa é uma ação coletiva, do tipo consórcio, e as companhias que o integram poderão explorar comercialmente as soluções desenvolvidas. Além da Lord, mais dezoito empresas fazem parte do projeto, cujo prazo estimado para execução é de vinte meses. Por ora, todos os participantes já têm o direito de usar o selo “Eu faço parte do Programa Nacional Abmaco de Reciclagem”. “Aqueles que contam com o selo mostram ao mercado e à sociedade que se preocupam com o meio-ambiente e com a promoção do crescimento sustentável”, observa Erika Bernardino, gerente de Marketing da Abmaco. Segundo a associação, o setor brasileiro de compósitos gera cerca de 18 mil toneladas de resíduos por ano, o que corresponde a uma despesa de R$ 120 milhões com o descarte em aterros sanitários classe 2.
Fonte: Primeira Página
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