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Publicado em:
12
6/2018

Representante paraense acumula 6 mil km de estrada e 16 anos de relação com a Francal

Sirlene Santos começou a visitar a feira aos 22 anos, e atravessava o país de ônibus para chegar a São Paulo



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Em sua juventude, a representante comercial paraense Sirlene Santos passava seus meses de julho quase que inteiros na estrada. Com as passagens de avião custando muito caro, ela encarava três dias de viagem de ônibus, de Belém a São Paulo, parando apenas para fazer as refeições e tomar banho. O sacrifício, ela garante, valia a pena – era assim que ela conseguia visitar a Francal.

Hoje, aos 38 anos, com 19 de carreira na indústria calçadista, Sirlene contabiliza quase 6 mil quilômetros de ida e volta, em um relacionamento de 16 anos de pura fidelidade e paixão pela feira. “Lembro a primeira vez que participei, era tudo muito mágico. Tudo me encantava, os estandes, os artistas. Eu tirava foto de tudo, andava a feira toda”, relembra.

“Olhava tudo com muita atenção, porque sabia que dali eu sairia preparada para repassar as informações atualizadas do mundo da moda aos meus clientes. Isso me dava forças para nunca desistir. Sempre acreditei que essas minhas atitudes eram de crescimento profissional, e ia e voltava muito feliz.”

A representante avalia a Francal como uma importante fonte de tendências, e uma grande oportunidade para fechar novas parcerias de negócios, ampliando e aprimorando os conhecimentos na área de calçados e acessórios.

Nestes 16 anos visitando a feira sem falta, Sirlene enfrentou desafios como, por exemplo, viajar com oito malas de mostruário, e até cruzar estradas bloqueadas por movimentos sociais, greves e acidentes. “Eu ficava longe de casa de 30 a 40 dias. A solidão batia, mas tinha que cumprir com excelência minha missão, pois eu era mãe e pai de dois filhos”, conta.

Sirlene chegou, inclusive, a se ausentar ainda no período de puerpério, depois de dar à luz um dos meninos – ficou fora por um mês inteiro. “Quando voltei para casa, aquele bebê não era mais o mesmo. Até o choro tinha mudado”, relembra ela, que deixava as crianças aos cuidados dos pais e garante que viajava com a certeza de que os pequenos estavam em boas mãos. “Devo tudo que sou a eles”, complementa.

O sonho de Sirlene é tornar-se Garra de Ouro, algo que, para ela, seria um reconhecimento de vitória pessoal, por conta de tudo que já passou e como representação do local aonde conseguiu chegar. “Foram tantos obstáculos, mas todos vencidos. Criei meus filhos, que hoje cursam faculdades e estão encaminhados para a vida. Meu lema é seguir em frente, jamais desistir e conquistar sempre”, ensina.

Há dois anos, ela trabalha com as marcas Sua Cia, Lia Line e com as bolsas Very Rio by Fellipe Krein. A quem está começando na carreira de representante comercial na área de calçados, Sirlene recomenda persistência e força.

“Sempre haverá quem te julgue, mas, se fizer seu trabalho bem feito, saberão te dar valor e você vai vencer e superar cada uma das dificuldades. Nunca desista dos seus sonhos. Faça o que fizer, faça tudo sempre com amor e excelência.”

Fonte: Primeira Página


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