Publicado em:
28
6/2017

Francal 2017 recebe exposição inédita onde o sapato vira arte em papel

Artista plástico chileno Enrique Rodríguez cria mostra em que homenageia o universo feminino por meio da figura do sapato, utilizando técnica própria em papel e promovendo releitura artística para um item de uso cotidiano.



Arte, moda e sapatos. Essa trinca bastante poderosa estará reunida na Francal 2017, de 2 a 5 de julho no Expo Center Norte, em São Paulo, na exposição inédita “Do papel ao sapato”, assinada por Enrique Rodríguez, em parceria com a empresa italiana de papéis artísticos FAVINI.

Para o evento, Rodríguez levará 16 obras, nas quais o artista faz uma releitura de seu trabalho e traz conceitos artísticos que marcaram sua carreira. O designer é autor da técnica Arquitetura de Papel, em que superpõe estruturas tridimensionais de papel em diferentes medidas, criando jogos cenográficos de luzes e sombras, através do recorte de formas orgânicas e geométricas.

“A inspiração para a exposição veio da minha admiração pelo sapato como objeto de design e pelas possibilidades que ele oferece para intervir suas formas com a minha técnica da arquitetura do papel”, explica. “Não posso deixar de citar também o estímulo da equipe da Francal para concretizar este projeto assim como a FAVINI, que com as cores dos seus papéis abriu um leque imenso de possibilidades cromáticas e artísticas”.

Sapatos: Uma Paixão
A paixão por sapatos surgiu no contato de Rodríguez com a Itália. No início de sua carreira, frequentou as feiras de Milão e foi lá que conheceu as grandes marcas, os ícones do design e as tendências. A partir dessa aproximação, seu interesse por esse universo cresceu e, agora, se concretiza nessa exposição inédita.

“O sapato é um objeto de design altamente sofisticado que permite múltiplas possibilidades de construção arquitetônica e o papel, por ser um material maleável favorece esta pesquisa e a descoberta de diferentes planos e construções plásticas”, completa.

O também arquiteto e designer industrial acredita que a arte é um grande motor propulsor para a criatividade e a reinvenção no mundo do design. Ele explica que sua participação nesta feira é uma prova disso: poder mostrar que materiais, criatividade e ousadia conseguem se comunicar através de sua proposta artística.

Fonte: Primeira Página